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Pau-brasil é um dos nomes populares da espécie Caesalpinia echinata Lam., uma Leguminosa nativa da Mata Atlântica.

O nome popular em português deriva da cor de brasa da resina vermelha contida na sua madeira. É conhecido também pelos nomes de brasileto, ibirapiranga, ibirapita, ibirapitã, muirapiranga, orabutã, pau-de-pernambuco, pau-de-tinta, pau-pernambuco e pau-rosado.

São também conhecidos como pau-brasil, embora tenham preferencialmente outros nomes, a Caesalpinia ferrea (pau-ferro) e a C. peltophoroides (sibipiruna).

Sinonímia botânica: Guilandina echinata (Lam.) Spreng.

Alcança entre 10 e 15 metros de altura. Possui tronco ereto, cinza-escuro, coberto de acúleos, especialmente nos ramos mais jovens (echinata significa "com espinhos"). As folhas são compostas bipenadas, de cor verde médio, brilhantes. As flores nascem em racemos eretos próximo ao ápico dos ramos. Possuem 4 pétalas amarelas e uma menor vermelha, muito aromáticas; no centro encontram-se 10 estames e um pistilo com ovário súpero alongado. Os frutos são vagens cobertas por longos e afiados espinhos, contendo de 1 a 5 sementes discóides, de cor marrom.

.Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae
Subfamília: Caesalpinioideae
Género: Caesalpinia
Espécie: C. echinata Lam.

 

Pau-brasil será clonado para repovoar áreas de Mata Atlântica (25/11/2004)

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, está desenvolvendo um projeto que busca recuperar parte da riqueza genética perdida pelo
pau-brasil, árvore símbolo do nascimento do país e que hoje corre risco de extinção. Pesquisadores da
Empresa estão estudando uma das últimas populações de pau-brasil existentes no sul da Bahia a fim de
poder utilizá-la no repovoamento de áreas de ocorrência da Mata Atlântica onde a espécie não existe mais.

O pau-brasil (Caesalpinea echinata), ou árvore de tinturaria, como ficou inicialmente conhecida, foi
exaustivamente explorada até meados do século XIX para a extração da brasilina, substância que oxidada
se transforma na brasileína, usada para tingir tecidos. Devido às suas características acústicas, a madeira do
pau-brasil também é muito procurada ainda nos dias de hoje para a fabricação de arcos de violino. 

Banco Genético

O projeto está sendo desenvolvido há quatro anos pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia na
Estação Ecológica do Pau-Brasil, uma área de floresta de 1.145 hectares, adquirida pela Ceplac
(Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, também vinculada ao MA) em 1972 com a
finalidade de preservar uma das últimas populações de pau-brasil da região. Junto a ela, encontra-se,
também, a Estação Veracruz, pertencente a uma empresa privada, a Veracel Celulose, com uma área de
6.069 hectares. 

Nessa área, de 7.214 hectares, o pesquisador Sérgio da Cruz Coutinho mantém o Banco Genético do
Pau-Brasil, onde reúne material genético das árvores remanescentes - algumas tão antigas que podem datar
ainda da época do descobrimento e com até 50 metros de altura - a fim de poder disponibilizá-las para o
repovoamento nas regiões onde a espécie não floresce mais. 

Para isso, o pesquisador localiza e mapeia as árvores, das quais retira algumas folhas, que são refrigeradas
e enviadas por via aérea para Brasília, onde são guardadas à temperatura de 60 graus negativos.
Posteriormente é extraído o DNA das folhas, para estudo da variabilidade genética dos indivíduos, que é
feita no Laboratório de Genética de Plantas, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, sob a
coordenação do pesquisador Dário Grattapaglia. 

O pesquisador Coutinho acredita que naquela região possa existir uma população de pau-brasil, hipótese
que só poderá ser confirmada com a análise de DNA. A existência de uma população de pau-brasil é de
grande importância, pois, a partir dela, a pesquisa pode selecionar os indivíduos que representem melhor a
espécie, e que não tenham parentesco próximo entre si, a fim de que possa expandir o número de árvores
existentes e disponibilizá-las para as instituições públicas ou privadas que queiram plantar a nível comercial
ou mesmo para o reflorestamento em áreas devastadas da Mata Atlântica. Estes plantios podem ser feitos
por sementes ou pela clonagem de árvores selecionadas. 

A clonagem do pau-brasil poderá ser feita por meio da microenxertia in vitro, técnica recomendada para o
resgate do material genético de árvores isoladas, ou seja, sem possibilidade de receber pólem de outras
árvores, ou fora da época de produção de sementes. Segundo o pesquisador Coutinho, para que sejam
disponibilizados clones para viveiros ou produtores de sementes, é preciso que sejam selecionados cerca
de 30 indivíduos, sem parentesco próximo de forma que a próxima geração não seja constituída de
indivíduos defeituosos ou com baixo vigor geral. 

E o trabalho já deu alguns resultados. Nas duas estações, foram mapeadas 277 árvores de pau-brasil, além
de outras 214 espécies florestais, distribuídas nas 4.588 árvores marcadas. Entre essas espécies estão, o
jacarandá da Bahia (Dalbergia sp.), com 66 árvores mapeadas e a palmeira Attalea funifera, conhecida
como piaçava, cujas fibras são muito procuradas para a fabricação de vassouras.   

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